sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Revisitando COPACABANA...


Imagens e curiosidades
sobre o bairro
que valem a pena (re)ver e (re)ler!


CLIQUE AQUI E SABOREIE.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Remexendo no baú do 
RIO QUE MORA NO MAR 
vale recordar alguns lugares que marcaram. 

Antigos bistrôs do Rio

Clique 


A cidade do Rio de Janeiro é um lugar onde a boa gastronomia
sempre bateu ponto nos cantinhos charmosos
e por vezes até escondidos dos bairros.

Rio De Janeiro - Rua Da Quitanda - Bar Monteiro:* Foto

 (Re)visite, (re) leia!

sábado, 2 de dezembro de 2017

REMEXENDO NO BAÚ...

Nesse fim de semana tem FEIRA DA PROVIDÊNCIA.

Nos dias de hoje não provoca mais o rebuliço que provocava. A cidade toda se mobilizava pra ir. Dava até um nó no trânsito.

Quem lembra?

Recorde... clique  AQUI!

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sábado, 25 de novembro de 2017

Clássicos em Bossa-Nova

Um álbum que tem 50 anos e pouco conhecido.

Em ritmo de bossa-nova clássicos de Henry Mancini. Espetáculo!
Projeto artístico musical de Durval Ferreira, com arranjos de Dario Lopes.

 


Clique abaixo e curta!






terça-feira, 21 de novembro de 2017

Duelo nas Areias de Ipanema


Quem pensa que os duelos no século XX somente aconteciam em filmes de faroeste , está enganado.

As areias de Ipanema também já serviram de local para uma duelo onde dois opositores que resolveram lavar suas honras a bala. Consta da história que o senador gaúcho Pinheiro Machado duelou com o jornalista e diretor do jornal Correio da Manhã, Edmundo Bittencourt, nas areias de Ipanema.



O fato ocorreu na manhã de 8 de julho de 1906, durante o governo do presidente Afonso Pena

Pinheiro Machado era um político conservador e sentiu-se ofendido com relação ao que o jornal Correio da Manhã escrevia sobre ele. Então desafiou publicamente o redator-chefe do Correio da Manhã, propondo um duelo em resposta às ofensas. Foi escolhido um lugar distante - àquela época era! - , e o duelo ocorreu na presença de testemunhas, nas areias de Ipanema. Ambos se posicionaram estando um de costas para o outro, e se afastaram 10 passos. 

Voltaram-se, então, um para o outro e atiraram. 

O senador Pinheiro Machado se saiu melhor e Edmundo Bittencourt ficou ferido com um tiro de pistola no ilíacoSem gravidade.


sábado, 18 de novembro de 2017

Sempre Bossa-Nova!



REMEXENDO NO BAÚ...


Vale (re) ler a 
BOSSA NOVA no Carnegie Hall... há 55 anos

Numa quarta-feira, 
a Bossa Nova 
era apresentada ao mundo!


 CLIQUE AQUI


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Anel de grau



Foi-se o tempo que era símbolo de orgulho e status, carregar nos dedos a sua profissão.

O anel de ônix -  geralmente do modelo arredondado -  que identificava as professoras, o sextavado de rubi para os advogados, os de esmeralda dos médicos, a safira azul dos engenheiros.

O anúncio acima foi publicado no jornal do dia 13 de novembro de 1967. Há exatos 50 anos.
Mudou o tempo, mudaram os  símbolos e até o cotidiano que não possibilita mais usar uma joia no dedo.


quarta-feira, 8 de novembro de 2017

O violão que influenciou a Bossa-Nova


Os acordes de Barney Kessel  e o canto da novata Julie London, na gravação do LP Julie Is Her Name de 1955,  fizeram Menescal  - "que violão era aquele!" disse Menescal ao contar a história - e os garotos da turma da Bossa-Nova redescobrirem o instrumento e aplicar "aquilo" na nova canção que eles estavam criando e aí... fez-se, então, a rica Bossa-Nova de acordes e harmonias excepcionais.

Ouça a faixa CRY ME A RIVER desse Lp, o primeiro na carreira de Julie London, que desencadeou tudo.




sábado, 4 de novembro de 2017

REMEXENDO NO BAÚ...o sonho de um teleférico carioca...



Mais um teleférico espetacular 
datado de 5 de novembro de 1912,
há 105 anos,

conectando os mais altos morros cariocas 
não saiu do papel.




Iria  de Copacabana até a Fábrica das Chitas, na Tijuca.

fabrica da chitas
Fábrica das Chitas

A Fábrica das Chitas foi uma manufatura na região do Andaraí, que funcionou em meados do século XIX. Apesar de ser considerada “fábrica”, sua produção não era nada complexa, pois só estampava tecidos de algodão vindos da Índia. Mesmo sem obter sucesso comercial, a Fábrica das Chitas permaneceu durante quase um século como referência do lugar.

Vale (re)ver essa história... AQUI


quarta-feira, 1 de novembro de 2017

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Rio e as demolições

Construir, destruir.
Demolição é algo para se pensar. 
Critérios, necessidades, finalidades.




Uma Cinelândia antes dos cinemas...séc XIX


























O bairro de Botafogo no séc XIX

Em fotos, um Rio que se perdeu!


quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Roberto Menescal ... 80 anos!


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Um dia resolvi fazer um blog e não demorei muito pra pensar no nome, porque veio logo, à mente,  o verso da belíssima canção Rio, de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli...

...Rio que mora no mar.

Hoje em dia, depois de muito tempo navegando nessa praia de histórias cariocas, com a licença dos mestres, já acho até, com ousadia, que a expressão é um pouco minha.



E agora  nesse dia 25 de outubro, nos 80 anos de Roberto Menescal , o melhor pra homenageá-lo, aqui no blog, é mostrar algumas gravações antológicas de suas canções, que tanto bem fizeram e fazem aos nosso ouvidos.



. NÓS E O MAR, na versão instrumental do Tamba Trio




. NARA, na interpretação de Menescal e Wanda Sá



. A VOLTA, na interpretação de Elis Regina



. VOCÊ, na interpretação de Pery Ribeiro



. A MORTE DE UM DEUS DE SAL, na interpretação de Marcos Valle





E terminando essa breve seleção, 
uma música recente, linda,
parceria de Roberto Menescal e  Andrea Amorim



. UM TIQUINHO SÓ,  com o sensacional Quarteto do Rio





PARABÉNS 

ROBERTO MENESCAL!




segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Começando a semana...


... ao som da música do carioca 
João Nogueira

na lindíssima interpretação 
da nova voz da MPB,
Luiz Pié.







sábado, 21 de outubro de 2017

Sobre o FIC 67, há 50 anos




Quarenta e seis canções participaram do Festival Internacional da Canção em 1967,
entre elas:


Eu te Amo, Amor, de Francis Hime e Vinicius de Moraes;
Nem É Carnaval, de Toninho Horta e Márcio Borges;
Cantiga, de Dori Caymmi e Nelson Motta;
Segue Cantando, de Marcos e Paulo Sérgio Valle;
São os do Norte que Vêm, de Capiba e Ariano Suassuna;
Canta, de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli; 
Fala Baixinho, de Pixinguinha e Hermínio Bello de Carvalho;
Canto de Despedida, de Edu Lobo e Capinan; 
Carolina, de Chico Buarque de Hollanda;
Da Serra, da Terra e de Mar, de Geraldo Vandré, Théo de Barros e Hermeto Paschoal;
Maria, Minha Fé e Morro Velho, de Milton Nascimento
e
Travessia, de Milton Nascimento e Fernando Brant.

As eliminatórias foram realizadas no Maracanãzinho, nos dias 19 e 21 de outubro de 1967 (uma quinta-feira e um sábado). A grande final foi no domingo, dia 22.

A canção Margarida, apresentada na primeira eliminatória, dia 19,  logo em sua primeira apresentação, conquistou o público, com seu refrão de cantiga de roda fácil de decorar:

“E apareceu a Margarida, olê, olê, olá/e apareceu a Margarida, olê, seus cavaleiros”



Em segundo lugar ficou Travessia, em terceiro, Carolina

O inusitado às vezes ajuda. Foi o que aconteceu com Guarabira, que foi forçado pelos companheiros a inscrever  no II FIC a música “ Margarida” , que já fazia parte do repertório do grupo e estava ensaiada para o disco.

Guarabira, vencedor, ao fundo Gracinha Leporace, grande revelação do FIC daquele ano


A música nasceu de uma brincadeira entre ele e Sidney Miller, que o desafiou a compor uma música baseada em alguma canção folclórica, como “Boi da Cara Preta”, de Dorival Caymmi

Sidney Miller fez “ Marré-de-Cy” e Guarabira fez “Margarida”, cuja letra falava de uma decepção amorosa nos seus 16 anos. A origem do refrão era uma canção de roda francesa “Seche tes Larmes, Marie” (Enxugue as lágrimas, Maria), que já havia sido utilizada, em 1964, na marchinha de carnaval “Marcha do Remador” por Antônio Almeida e Oldemar Magalhães, cantada por Emilinha Borba.

Guarabira pediu a vários cantores para interpretar "Margarida”, inclusive Agnaldo Timóteo, mas ninguém se interessou. Não teve outra alternativa, reuniu seus amigos do grupo Manifesto para defender a música com ele. E deu certo.




Vale ouvir Gracinha Leporace,  grande revelação do FIC daquele ano, em Canção de Esperar Você, de seu irmão Fernando Leporace 





terça-feira, 17 de outubro de 2017

Revisitando os festivais da MPB, no Rio


Teve um tempo
em que outubro
era tempo de festivais.

Esperávamos ansiosamente para ouvir novas canções pra nos embalar e torcer, e cantar.
Hoje, uma pena, esse tempo vai longe. Por isso vale remexer no baú e recordar.

Clique e (re)leia!

Outubro era tempo de festivais...
1º Festival Internacional Canção Popular Rio 1966 Lp Disco 3   
Imagem relacionada
Tuca, à esquerda, Nana Caymi no centro e Maísa, à direita





sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Dia Nacional da MPB


A MPB, 
nossa Música Popular Brasileira 
tem agora um dia oficial!


A data é 17 de outubro e a escolha é uma homenagem ao nascimento de Chiquinha Gonzaga,  a primeira compositora popular do Brasil.

Pra comemorar desde já, a canção carioca que é o retrato dessa época. De saudades dos tempos de paz, harmonia, belezas cuidadas; dos tempos em que se sabia ouvir, dos tempos em que se sabia ver e enxergar, dos tempos em que se sabia falar, uma canção de uma cidade, que como diz o poeta...o teu corpo inteiro precisa se regenerar ... e... ainda pode se salvar da cara dessa cidade de hoje.





segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Túnel Rebouças, carioca cinquentão!

A ligação entre a Zona Norte e a Zona Sul já era discutida desde a década de 20, quando o arquiteto francês Alfredo Agache desenhou o primeiro plano urbanístico da cidade. Na época, a única opção Norte-Sul existente era o túnel da Rua Alice (Rio Comprido-Laranjeiras), inaugurado ainda no Império, em 1887.

 O primeiro projeto do Túnel Rebouças ficou pronto em 1955, mas o túnel só começou a sair do papel em 1962, com Carlos Lacerda, então governador da Guanabara. Para sua construção, foram empregados 2.600 operários, sendo que 22 deles morreram, vítimas de explosões e desabamentos.

Túnel Rebouças em obras



O Túnel Rebouças foi inaugurado em 3 outubro de 1967 por Negrão de Lima, então governador da Guanabara. Na época, o túnel — que liga o Rio Comprido, na Zona Norte, ao Cosme Velho e à Lagoa, na Zona Sul — foi apresentado como alternativa para reduzir em nove quilômetros a distância entre as zonas Norte e Sul, sendo percorrida em apenas seis minutos.


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No dia da inauguração, cariocas fizeram fila para passarem pelo túnel.

As escavações do Rebouças, na gestão de Lacerda ficaram prontas após três anos do início das obras e uma solenidade comemorou o término da escavação das suas quatro galerias. Na abertura do túnel para os carros, ainda não havia sistema de ventilação instalado, a iluminação era precária e não era feito um controle sobre a quantidade de monóxido de carbono no local. Somente em 1968, um ano após a abertura, foi instalado o sistema de controle de poluição.

A princípio, somente carros podiam trafegar pelo túnel Rebouças. Apenas em 1976 foi permitido a uso da via por ônibus. As primeiras linhas que trafegaram pela obra foram 443 (Lins-Urca) e 473 (Triagem-Leme)

Por mês, são recolhidos, em média, quase quatro toneladas de lixo. Entre os achados, há documentos, chaves, celulares e material escolar. Até colchão já foi retirado das pistas.

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   Os nomes oficiais do túnel, André e Antônio Rebouças, são dos engenheiros abolicionistas, que ao lado de Machado de Assis, Cruz e Souza, José do Patrocínio, foram representantes da pequena classe média negra em ascensão no Segundo Reinado e vozes mais importantes em prol da abolição da escravatura. Netos de um alfaiate português e de uma escrava alforriada, os dois irmãos estão entre os primeiros negros a cursarem uma faculdade no país. Estudaram na antiga Escola Militar e na Escola Politécnica da UFRJ.

Mas histórias inusitadas também, pelo túnel, aconteceram e acontecem.

Os animais também não dão trégua aos controladores de trânsito do túnel. Os visitantes mais comuns são cachorros, mas porco, cabrito, cabra, bode, garça e até vaca já apareceram por lá. A vaca entrou pelo Cosme Velho e foi até o Rio Comprido, passou a mureta divisória e deu a volta pela outra galeria.

Se não fosse o flagrante das câmeras da CET-Rio, ninguém acreditaria que uma broca chegou a perfurar o teto do Rebouças em 19 de maio de 2015, provocando um grande vazamento (além, é claro, de congestionamento). O equipamento era de um morador da Rua Senador Lúcio Bittencourt, no Jardim Botânico, que resolveu furar um poço artesiano. Até hoje, o buraco permanece aberto.


Fonte: acervo O Globo
Fotos:internet




domingo, 8 de outubro de 2017

Saudades do Leblon !

Praia do Leblon, 1962, em frente à Rua Carlos Goes

Praia do Leblon, em 1962, em frente a Rua Carlos Gois.



quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Aos mestres mais uma vez...

REMEXENDO NO BAÚ...

Achei esse texto que me deu saudades de grandes professores.
Nesse mês de outubro comemoramos seu dia.
A eles, mais uma vez, minha gratidão!
Vale (re)ler!



"Ao mestre, com carinho!



Nesse Dia do Mestre vem à recordação tantos professores com os quais convivemos e nos deram lições pra toda a vida.

Alguns marcaram pela simpatia, outros pela dedicação; há aqueles que pela rigidez se fizeram presentes, ou os pela delicadeza de gestos e atitudes; também os pelas brincadeiras, hummm... os pelas faltas e ausências; os mal humorados, ranhetas, sisudos e até os loucos. Incrível, mas existem. Tive um professor assim. De Química, no científico. Professor Angelo. Que de tão genial ele não conseguia se comunicar com os alunos. Falava pra dentro e sempre voltado para o quadro negro - que à época ainda não era verde -, de costas para os alunos. Escrevia fórmulas imensas que começavam em letras minúsculas acima e acabavam em garranchos na barra do quadro. E com uma rapidez feroz que ninguém conseguia acompanhar e deixava a turma às gargalhadas. E ele a olhar, sério, como se perguntasse de que estão rindo?

Mas a matemática foi a minha paixão. Sempre gostei. Desde os tempos da tabuada. O que para muitos afugentava, para mim era fascinante. E ainda é. Raiz quadrada, equação do segundo grau, logaritmos, pa, pg, mdc, mmc, regra de três, que universo delicioso. Sei que muitos devem estar me achando masoquista, mas com certeza números, suas combinações,quanta coisa na vida resolvemos através do raciocínio matemático. E quando percebemos isso, a Matemática deixa de ser bruxa.

Ela era a nota dez que fazia questão de carregar na caderneta todo o mês. Mas tive professores que contribuíram pra isso.

Professor Navarro foi um deles, nos tempos do ginásio, no São Marcos. Engenheiro de formação, entrava na sala de aula com a sua varinha de apontar o quadro, que era uma antena de carro. Metódico, organizava ma-te-ma-ti-ca-mente o quadro. Era tudo alinhado, retinho. Nas aulas de geometria fazia uma circunferência invejável, a mão livre, que todos aplaudíamos. E ele se orgulhava. Era uma festa a hora daquele círculo. Acho que, no fundo, tinha hora que torcíamos pra dar errado, pra dizer, tá vendo? não é tão fácil assim...Mas sempre dava certo. Ele era bamba.

Professor Navarro dava testes semanais sempre aos sábados e levava as notas na segunda, quando ía lendo e entregando, em ordem crescente. E gostava de receber a minha por último e o meu dez. Recentemente reencontrei alguns colegas e relembrando esses bons tempos me perguntaram: você ainda gosta de matemática?

No vestibular, lá no Curso Vetor da Tijuca, fui aluna de outro grande mestre de Matemática: professor Maurício Houaiss (irmão do Antônio Houaiss). O que um irmão era gênio no Português, ele era gênio na Matemática. A matéria era Álgebra II. Mais uma vez o quadro - que agora já era verde - todo organizadinho com aquelas equações imensas que finalizavam, geralmente, em um ou zero. A facilidade de explicar e transformar aquele emaranhado em algo tão simples. Era sensacional o desafio de dividir, multiplicar, elevar à potência, somar e chegar naquele número ínfimo. Maravilhoso. Em tempos de vestibular, poucas horas e muitas matérias, aprendi com o Professor Maurício uma lição que trago ao longo da vida. Ele sempre dizia quando suspirávamos cansados: descanse de uma matéria estudando outra.

Genial!

Até hoje quando alguma coisa está sobrecarregando, me lembro dele e desvio para outra atividade, outro foco. Grande raciocínio matemático!

Mas falei a palavra foco e me lembrei de outro grande mestre que tive. Em Fotografia, nos tempos de faculdade, tempos de ESDI. Ah! Roberto Maia... que aulas! Excelente fotógrafo nos ensinou não a arte de apertar botões e simplesmente fotografar, mas a arte de olhar. Olhar ao redor, olhar o outro, olhar o fato. E à medida que você exercita o olhar, sua dimensão de vida muda. E como! Naquele tempo eu nem tinha máquina. E aí meu pai comprou uma Pentax. Grande companheira de aventuras de imagens. Suas aulas eram bate-papos deliciosos que se transformavam em tarefas. Tempos que guardo em preto e branco e reavivam a memória. Tenho paixão por fotografia, graças a ele, e vivo clicando luzes, sombras, ângulos, perfis... inspirada nas lições de olhar de Roberto Maia.

O bom de tudo isso é que até hoje pratico e exercito um pouquinho de cada aula desses que me deram um arsenal de ideias e lições para a vida.

EM TEMPO: ah!...saudades dos meus tempos de Instituto de Educação! Da blusa branca, o colarinho engomado e a estrela na ponta da gola...



segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Na geografia carioca.

REMEXENDO NO BAÚ...

...revisitamos um post homenagem ao aniversariante do dia de hoje, 2 de outubro, Mahatma Gandhi.



Clique AQUI e veja mais!


sábado, 30 de setembro de 2017

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Crônica carioca de todos os tempos


Publicada no jornal O GLOBO, essa crônica maravilhosa fala de deliciosas coisas cariocas.


"O menino no cavalo de São Jorge 
Luiz Antonio Simas


Há quem ache que a distribuição de doces de Cosme e Damião foi pro beleléu. Não é o que vejo na Zona Norte do Rio 

       Setembro é mês de se festejar São Cosme e São Damião nas igrejas, nos terreiros e ruas. No terreno fértil das crenças brasileiras, a celebração dos médicos gêmeos, martirizados por Diocleciano nos cafundós do século IV, é marcada pela circulação entre os ritos do cristianismo popular, as múltiplas áfricas e as encantarias indígenas. É a festa de sabores e saberes que se encontram para inventar certo Brasil generoso; aquele que desafia o Brasil tacanho, intransigente, fundamentalista e boçal que cotidianamente mostra os dentes com a fúria de uma vara de javalis.

 Acelebração de Cosme e Damião dos meus tempos de menino era marcada pelo ritual da distribuição de doces. Minha avó, como pagamento de promessa, distribuía no Jardim Nova Era, em Nova Iguaçu, centenas de saquinhos para a meninada. Uma semana antes da festa, a coisa já esquentava com a distribuição dos cartões que dariam direito aos saquinhos. O avô carimbava meticulosamente os cartões numerados com a imagem dos santos, o endereço e a data certinha da distribuição.
 A turma só faltava sair no cacete com golpes e voadoras de telecatch para conseguir um deles. 

Os saquinhos da avó vinham com cocô-de-rato, suspiro, maria-mole, cocada, doce de abóbora, pirulito, pé de moleque, paçoca, mariola, jujubas e balas. Eles hoje levariam ao desespero os adeptos dos saquinhos descolados, saudáveis e um tiquinho tristes. Para ensacar tudo, fazíamos linha de montagem, com os doces organizados em esteiras e os saquinhos passando de mão em mão. 
Dar o migué e mandar alguns para o bucho era parte de um rito que periga desaparecer. A última moda agora é a da turma que compra saquinhos prontos; aqueles que poupam o tempo, mas matam a sociabilidade da preparação dos mimos e ignoram o caráter sagrado do ato de encher os saquinhos com as próprias mãos. 

Há quem ache que o hábito da distribuição de doces de Cosme e Damião foi pro beleléu. Não é isso que vejo na Zona Norte do Rio de Janeiro. Ainda que a coisa ande feia pra turma chegada à festa, por aqui é possível ver uma meninada driblando a cidade cada vez mais projetada para os carros, as restrições do bonde da aleluia, que sataniza os doces, e cruzar com gente pagando promessa e distribuindo saquinhos. Os terreiros de umbanda, mesmo sob risco de ataque dos fanáticos, continuam fazendo as suas giras para Dois-Dois. A igreja dedicada aos gêmeos, no Andaraí, fica parecendo até quintal em dia de samba de roda: é alegria na veia. 

Faz parte também dos fuzuês a tradição do caruru dos meninos. O caruru, prato de origem indígena que se africanizou no Brasil e abrasileirou-se nas áfricas, é ofertado entre nós largamente no dia de Cosme e Damião (o costume é popularíssimo na Bahia) e encontra vínculo simbólico com o ekuru (bolinho de feijão), a comida ofertada a Ibeji, orixá que protege os gêmeos nos candomblés. Manda o preceito que o caruru seja inicialmente distribuído a sete crianças, representando Cosme e Damião e os irmãozinhos que eles ganharam por obra e graça da tradição popular: Doum, Alabá, Crispim, Crispiniano e Talabi. 



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Lambuzado das recordações da meninice, me confesso especialmente fascinado pela presença do pequeno intruso entre os gêmeos: o citado Doum, aquele que nos terreiros de umbanda passeia no cavalo de Ogum e nas estátuas dos santos vendidas no Mercadão de Madureira aparece entre os mais velhos, vestido como eles. Vigora entre os iorubás tradicionais a crença de que a mãe de gêmeos que não tenha em seguida um novo filho pode endoidar. O filho que nasce depois dos gêmeos é chamado sempre de Idowu (de etimologia incerta). Vivaldo da Costa Lima, em ensaio sobre o assunto, sugere que o nome talvez venha de Owú; ciúme, em iorubá (“Cosme e Damião: O culto aos santos gêmeos no Brasil e na África”). Idowu seria, por hipótese, o pestinha com ciúmes dos irmãos mais velhos. Virou Doum no Brasil; o irmãozinho de Damião e Cosme. 

O encontro entre o orixá Ibeji e os santos médicos cristãos é um golaço marcado nas encruzilhadas bonitas da vida. Doum é a crioulidade como empreendimento de invenção do mundo transgredindo o precário; ele é o menino de um Brasil possível. Encantado nas esquinas suburbanas, guri descalço na garupa do cavalo de São Jorge, é a Doum que certo Brasil oficial, pensado como um projeto de desencantamento da vida pela domesticação dos corpos nas cidades dormitórios e nos currais das celebridades parece querer matar. Não conseguirá. Ninguém há de matar um protegido pela força de São Cosme e São Damião em seu galope vadio de passeador: o Brasil moleque no alazão da lua. "


segunda-feira, 25 de setembro de 2017

RIO... viajando na poesia



Em dobradinha
Com o blog NOSSOS VIZINHOS ILUSTRES
por aqui também curtindo o carioca..
OLAVO BILAC.


Quero um beijo sem fim
Que dure a vida inteira
E aplaque o meu desejo
Ferve-me o sangue:
Acalma-o com teu beijo

***

Nel mezzo del camin…
Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada
E triste, e triste e fatigado eu vinha.
Tinhas a alma de sonhos povoada,
E alma de sonhos povoada eu tinha…

E paramos de súbito na estrada
Da vida: longos anos, presa à minha
A tua mão, a vista deslumbrada
Tive da luz que teu olhar continha.

Hoje segues de novo… Na partida
Nem o pranto os teus olhos umedece,
Nem te comove a dor da despedida.

E eu, solitário, volto a face, e tremo,
Vendo o teu vulto que desaparece
Na extrema curva do caminho extremo.

***

Ao coração que sofre
Ao coração que sofre, separado
Do teu, no exílio em que a chorar me vejo,
Não basta o afeto simples e sagrado
Com que das desventuras me protejo.
Não me basta saber que sou amado,
Nem só desejo o teu amor: desejo
Ter nos braços teu corpo delicado,
Ter na boca a doçura de teu beijo.
E as justas ambições que me consomem
Não me envergonham: pois maior baixeza
Não há que a terra pelo céu trocar;
E mais eleva o coração de um homem
Ser de homem sempre e, na maior pureza,
Ficar na terra e humanamente amar.

***
Em mim também
Em mim também, que descuidado vistes,
Encantado e aumentando o próprio encanto,
Tereis notado que outras cousas canto
Muito diversas das que outrora ouvistes.
Mas amastes, sem dúvida … Portanto,
Meditai nas tristezas que sentistes:
Que eu, por mim, não conheço cousas tristes,
Que mais aflijam, que torturem tanto.
Quem ama inventa as penas em que vive;
E, em lugar de acalmar as penas, antes
Busca novo pesar com que as avive.
Pois sabei que é por isso que assim ando:
Que é dos loucos somente e dos amantes
Na maior alegria andar chorando.
***
Palavras
As palavras do amor expiram como os versos,
Com que adoço a amargura e embalo o pensamento:
Vagos clarões, vapor de perfumes dispersos,
Vidas que não têm vida, existências que invento;
Esplendor cedo morto, ânsia breve, universos
De pó, que o sopro espalha ao torvelim do vento,
Raios de sol, no oceano entre as águas imersos
-As palavras da fé vivem num só momento…
Mas as palavras más, as do ódio e do despeito,
O “não!” que desengana, o “nunca!” que alucina,
E as do aleive, em baldões, e as da mofa, em risadas,
Abrasam-nos o ouvido e entram-nos pelo peito:
Ficam no coração, numa inércia assassina,
Imóveis e imortais, como pedras geladas.

sábado, 23 de setembro de 2017

Wanda Sá Cantando o Rio...

Do excelente CD CÁ ENTRE NÓS,  Wandá Sá  
cantando o Rio...




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EM TEMPO EU TE AMO   de Carlos Lyra

SAMBA PEQUENO    de Dudu Falcão


Pra ouvir e curtir!

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

RIO PRA OUVIR E ...CURTIR!





Pra ouvir e curtir a bela canção carioca NESTE MESMO LUGAR , de Klecius Caldas e Armando Cavalcanti, sucesso dos anos 1950 de Dalva de Oliveira, belamente revisitado por Simoninha.





domingo, 17 de setembro de 2017

Aniversariante Confeitaria Colombo...


17 de setembro de 1894 começava uma história de amor com a cidade, de um negócio vivo até os dias atuais e querido de todos: CONFEITARIA COLOMBO.


Remexendo no baú, achei alguns flashes ...

 ano 1994, ano do centenário



Clique AQUI e (re)veja!

PARABÉNS ... CONFEITARIA COLOMBO!


quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Revisitando TITO MADI

Vale a pena (re)ler e ouvir!

 Clique acima e curta!

sábado, 9 de setembro de 2017

Revisitando...Miltinho


FOI ASSIM A LÂMPADA APAGOU...

A imagem pode conter: 1 pessoa, close-up

Ele nos deixou em setembro, há 3 anos
Vale a pena revisitar o post...AQUI

terça-feira, 5 de setembro de 2017

5 de setembro...aniversário da Ilha do Governador

Comemorando o aniversário da minha querida Ilha do Governador!

Fotos de outros tempos.
De uma Ilha mais calma,mais vazia.

Saí de lá, onde morei, há mais de 40 anos. Segui outros caminhos e nunca mais retornei. Saudades.


Jardim Guanabara – Praia da Bica – década de 1950Ponte – 1950 A inauguração da Ponte, ligando a Ilha do Governador ao continente, cuja construção levou 4 anos, fez com que muitos curiosos passassem a admirar a obra . Para os residentes na Ilha, era um orgulho, passar pela ponte e para aqueles que residiam no continente, os finais de semana passaram a ter mais um atrativo: o banho de mar na Pedra da Onça!
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Fotos: reprodução da internet

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Setembro chegando...



... e me lembro do filme QUANDO SETEMBRO VIER, dos anos 60,
que vi no antigo cine São Luis, do Largo do Machado,
um belo exemplo da arquitetura carioca que absurdamente foi abaixo.


Recordando o  São Luis, da minha infância, e a música do filme, que marcou época!

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Resultado de imagem para interior do cinema São Luiz, no Largo do Machado no Rio de Janeiro
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