domingo, 20 de novembro de 2016

DOMINGO AZUL DO MAR...


.. A HISTÓRIA DA GRAVAÇÃO DE UM CLÁSSICO.


Era uma bela tarde de domingo no verão de 1960, e Geny chegava a Ipanema. Iria na casa do Tom ( Jobim), o parceiro de Newton ( Mendonça) que ela não conhecia. O endereço: Rua Barão da Torre, 107, um sobrado.

Thereza e Tom, com as crianças, a receberam muito bem. Tom mostrou Domingo azul do mar a Geny, uma música difícil de ser interpretada, cheia de dissonâncias, de divisão rica. Geny aprendeu imediatamente e cantou para Tom, que ficou impressionado com a facilidade com que ela absorvera a música: “Que ouvido que você tem! Olha que essa música não é fácil de pegar assim tão rapidamente...”, reparou Tom. Os três – Thereza, Tom e Geny – lancharam, conversaram e Tom disse que Elizete Cardoso havia ouvido a canção, gostara, mas que “ainda estava sem data para gravá-la”...

Elizete nunca gravou a música.

Quando eu vi o seu olhar
Sorrindo para mim
Neste domingo
Domingo azul do mar
Eu compreendi que nada terminou

Vi então que o coração
Sabe adivinhar em tanta dor
Que havia de chegar em nosso amor
O domingo azul do mar

Nossos amigos que me encontravam
Falavam de você
O banco antigo, lugares vazios
Falavam de você

Mas agora que eu senti
Tremer a sua mão na minha mão
Eu vejo este domingo azul do mar
Refletido em seu olhar


Geny Martins foi crooner da boate do Hotel Plaza, onde também se apresentava, à época, um jovem promissosr chamado Roberto Carlos. Ela recebeu da crítica em 1960 o título de “ a melhor cantora da noite carioca”. Casou e deixou a carreira. Mas gravou, pela primeira vez, Domingo azul do mar antes de novembro de 1960, sendo lançada em abril de 1961, pela Phillips. A faixa teve arranjo de Vadico – o mesmo parceiro de Noel Rosa – que também a acompanha ao piano, com Baden Powell ao violão.







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