domingo, 7 de fevereiro de 2016

O grande sucesso do Carnaval de todos os tempos...

( atualizado em FEV 2018)

... se chama TRISTEZA.

Sucesso de autoria de Haroldo Lobo e Niltinho,
do Carnaval de 1966,
 na voz de Ary Cordovil Nicanor de Paula Ribeiro Filho  que
completaria 95 anos, nesse ano de 2018.



Originalmente, Tristeza era uma composição só de Niltinho. Foi lançado primeiro no bloco Foliões de Botafogo, que ensaiava  na Amendoeira, como era chamado o terreno que existia na esquina da Rua Visconde Silva com Real Grandeza. Foi lá que Niltinho cantou pela primeira vez, na versão original, maior do que o samba que hoje todo mundo conhece. Foi em 1963, ano seguinte ao casamento com Neuza Maria.

O curioso é que o samba foi feito depois de uma briga com Neuza, quando ainda namoravam. Niltinho tinha ficado amuado com a briga, todo arriado pelos cantos, e aquilo chamou a atenção de um amigo, o Carlinhos, jornalista da Ultima Hora, afinal era um cara extrovertido, alto astral. 


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"Contei pra ele o que tinha acontecido e ele me respondeu: 
“Ô, rapaz! Manda essa tristeza embora!” 
Aquilo ficou na minha cabeça e depois foi tomando jeito de samba."

disse Niltinho Tristeza, em entrevista




 Tristeza passou a ser cantada tanto no Foliões de Botafogo quanto na São Clemente, escola do bairro, onde o samba também pegou. Entrou pro repertório no carnaval de Botafogo e o pessoal passou a cantar. Em 63, 64... Até que, em 1965, o Foliões foi se apresentar no Carioca Esporte Clube, no Jardim Botânico, e o compositor  Haroldo Lobo gostou do samba. 

“De quem é esse samba?” 
Um amigo nosso, o Baleia, respondeu: “É do Nilton.”
 Ele quis conhecer o tal escurinho que tinha feito aquele samba.

Marcaram de se encontrar depois e em meados de 65, desse encontro, Haroldo Lobo  disse a NIltinho que o samba era bonito, mas muito grande e que tinha que enxugar. Perguntou se podia mexer no samba e  a contribuição foi o máximo: modificou a letra quase toda, mantendo a melodia e o "lalaiá", que já era o grande momento do Tristeza original. 

"Até hoje acendo velas para Haroldo Lobo. 
Mesmo com os outros sucessos que fiz no samba, 
se não fosse esse encontro com ele, eu não seria Niltinho Tristeza."


Estava pronta uma obra-prima que seria a coqueluche do carnaval de 1966.



Haroldo Lobo faleceu em 1965 e nas ruas e nos salões, o samba tocou exaustivamente. 

Só deu... TRISTEZA POR FAVOR VAI EMBORA...

PRA CURTIR E OUVIR!








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