sábado, 25 de julho de 2015

Maratona do Rio

Nesse domingo, 26 de julho acontece no Rio a MARATONA DO RIO, com largada no Pontal, no Recreio dos Bandeirantes, com chegada no Aterro do Flamengo.


Mas a primeira maratona  aconteceu na cidade nos anos 70 e foi, igualmente, a primeira maratona no Brasil.
A primeira maratona

A primeira maratona teve o nome de Maratona Internacional do Rio de Janeiro e foi criada pela corredora Eleonora Mendonça, através de sua empresa Printer que já organizava algumas ocorridas de rua de menor distância. A prova começava e terminava na pista de atletismo da Escola de Educação Física do Exército, no bairro da Urca. Cerca de 120 atletas completaram essa prova pioneira.


 Foi em 29 de julho de 1979 e vencida pelo brasileiro Hélio Alves Aguiar.

O Globo, 30 de julho de 1979



Jornal do Brasil, 30 de julho de 1979


O relativo sucesso da prova chamou a atenção do jornalista esportivo José Inácio Werneck, do Jornal do Brasil, que no ano seguinte, com apoio de seu jornal e demais colaboradores entusiastas como José Rodolfo Eichter e Fernando Azeredo, e com patrocínio da seguradora Atlântica Boavista, criava a primeira maratona realmente organizada em moldes internacionais graças à verba de que pode dispor, a Maratona Atlântica Boavista-Jornal do Brasil, o primeiro nome daquela que depois seria conhecida simplesmente como Maratona do Rio. 
Com a cobertura maciça do Jornal do Brasil e demais órgãos de imprensa, a prova se tornou um grande sucesso popular em seus primeiros anos, levando centenas de milhares de pessoas às ruas da cidade num sábado à tarde quando era disputada, parando a cidade completamente, e contando com a participação de atletas de expressão internacional como Bill Rodgers, Greg Meyer, Delfim Moreira, Ron Tabb, Lorraine Moller, Patty Lyons-Catalano, Charlotte Teske e do maratonista olímpico brasileiro Elói Schleder.
Nos anos 80 e 90 o percurso começava no Leme, rumando dali em direção à Praia de Botafogo e Aterro do Flamengo, retornando no viaduto da Perimetral pelo Aterro e entrando novamente em Copacabana pela Avenida Atlântica, dali para Ipanema e Leblon, até o fim da Avenida Delfim Moreira, e retorno pela outra pista da praia até a chegada no mesmo local da partida, a Praia do Leme. Em outra edição, depois de cruzarem Ipanema os corredores entravam pelo Jardim de Alah davam uma volta completa na Lagoa Rodrigo de Freitas, antes de voltarem à praia e seguirem até o Leblon, retornando ao Leme. Em uma das edições, os corredores após chegarem à Avenida Perimetral corriam pelo Centro do Rio pela Avenida Presidente Vargas até a Praça Onze, retornando pela pista contrária e entrando novamente no Aterro depois de cruzarem a Avenida Rio Branco.
No ano 2000, 0 percurso começou no Leme, passou por Copacabana, Ipanema, Leblon, voltou à Copacabana, Botafogo, Aterro do Flamengo, deu várias voltas no Centro da cidade e terminou novamente no Aterro do Flamengo.
Desde 2003 e no seu formato atual, o percurso é feito todo ao longo da orla marítima, com largada no Recreio dos Bandeirantes e chegada no Aterro do Flamengo, passando pela Barra da Tijuca, Elevado do Joá, São Conrado, Avenida Niemeyer, Leblon, Ipanema, Copacabana e Botafogo.





quinta-feira, 23 de julho de 2015

Ainda falando de sabores cariocas...

Cervantes Sessentão

            

" Quando foi inaugurado, em junho de 1955, o Cervantes era uma mercearia, mas já vendia os sanduíches que fizeram a fama da casa. Dez anos depois, o fundador, um certo Halmuss Zalman, vendeu o estabelecimento para dois irmãos espanhóis que transformaram a mercearia da Avenida Prado Júnior, em Copacabana, em restaurante, sem abrir mão dos sandubas.
 
 
Em sua nova condição, o Cervantes passou a
abrir ao meio-dia e a fechar de madrugada.
A proximidade do Canecão, do finado Cinema 1
e do teatro Villa-Lobos era uma mão na roda
para o povo que gostava de estender a noite.
Pronto, o bar ganhou a justificada fama de boêmio.
 
E estava criada mais uma tradição carioca.

 




O Cervantes já não fica aberto até de manhã, como nos tempos em que Fausto Fawcett podia ser visto no balcão quase toda noite, observando a fauna em busca de material para seus shows. 

Mas os sanduíches continuam os mesmos: preparados no célebre pão de leite, jamais perderam o recheio fartíssimo e o sabor, que atravessa décadas exatamente igual. Idem, idem para o patê de fígado e o abacaxi em conserva, que só tem ali, como todo carioca sabe, a obra-prima é o de pernil com queijo e abacaxi, seguido de perto pelo de filé-mignon, outro clássico local. 

Fechando a Santíssima Trindade, salada russa, servida em pequenas porções, salvadora na hora em que bate a fome braba da madruga.

O sucesso levou a casa a investir em filiais —Cervantes no Via Parque já conta 21 anos,  e na Av. das Américas, 10 anos.


Planos de reformar em Copacabana, o que será uma pena perder as cenas de Dom Quixote, que emprestam um quê de sofisticação intelectual ao restaurante."

 Se não mexerem nos sanduíches...


Fonte: Globo on line

terça-feira, 21 de julho de 2015