domingo, 19 de outubro de 2014

Jóias de cada bairro carioca





Leblon: Com valor do metro quadrado médio de R$ 39.068, a Delfim Moreira é a rua mais cara do bairro (e dos país), seguida pela General Venâncio Flores (com R$ 26.281) e a Rita Ludolf (R$ 26.517).

Ipanema: O destaque é da Vieira Souto (R$ 37.471). Em seguida, vem a Aníbal de Mendonça (R$ 26.105) e a Nascimento Silva (R$ 20.074).

Gávea. Rua Professor Manuel Ferreira (R$ 21.276), Marquês de São Vicente (R$ 17.856) e Artur Araripe (R$ 16.915).

São Conrado. As ruas mais caras são Prefeito Mendes de Morais (R$ 19.791), Avenida Álvaro Alberto (R$ 15.546) e Estrada do Joá (R$ 15.110).

Copacabana. São elas: Avenida Atlântica (R$ 18.554), Joaquim Nabuco (R$ 16.057) e Rainha Elizabeth (R$ 14.446).

Barra da Tijuca. Avenida do Pepê (R$ 17.525), seguida por Lúcio Costa (R$ 15.972) e Gilberto Amado (R$ 11.820).

Botafogo. Destaque para as ruas Eduardo Guinle (com metro quadro médio a R$ 16.247), Sorocaba (R$ 13.896) e Dona Mariana (R$ 13.562).

Flamengo. É a Avenida Rui Barbosa (R$ 12.151), seguida pela Avenida Oswaldo Cruz (R$ 12.087) e Praia do Flamengo (R$ 11.972).

Tijuca. As ruas mais caras são: Homem de Melo (R$ 9.079), Itacuruçá (R$ 8.345) e Andrade Neves (R$ 8.688).

Méier. O destaque é a Rua Silva Rabelo (R$ 6.470). 


Tijuca. Em meio ao burburinho ao redor, o ar bucólico da Rua Homem de Melo dá a ela o metro quadrado mais caro do bairro
Foto: Fabio Rossi / Agência O Globo
A bucólica Rua Homem de Melo, na Tijuca



terça-feira, 14 de outubro de 2014

Saudades do Cine RIAN, em Copacabana

manchete do jornal O GLOBO de 26 de dezembro de 1983


Os anos 80 decretaram a venda do terreno e o cinema acabou.
E em seu lugar, hoje, o Hotel Pestana.

Mas o Cine Rian foi palco de grandes lançamentos, sucessos e festivais. Além de sua localização de grande charme: em plena Avenida Atlântica.

Nair de Teffé , a caricaturista Rian, foi a patrona do cinema. Em 1935 ela foi a primeira a comprar o terreno, onde existiam três casas e ali mandou construir um prédio residencial de cinco andares e dez apartamentos. Em 1947 foi comprado pelo Grupo Severiano Ribeiro que instalou seu cinema. Até os anos 70 ele foi bastante rentável, inclusive pelas suas famosas sessões à meia-noite. Mas em 1975 um incêndio quase o destruiu e ficou fechado por dois anos e após a reabertura resistiu poucos seis anos.

No final do ano de 1983 perdia o Rio o cinema de 922 poltronas vermelhas, o estilo austero de cortinas pesadas, chão de pastilhas formando desenhos geométricos, luzes de bronze e espelhos de cristal. Excalibur, filme de  John Boorman, com Nigel Terry, Helen Mirren, Nicholas Clay foi o último filme exibido.


Em 1956 no lançamento do feérico Ao Balanço das Horas - Rock Around the Clock, com Bill Haley



Final dos anos 1970
na exibição do clássico O Outro Lado da Meia -Noite






Como frequentadora do RIAN... SAUDADES!!!

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Taiguara, HOJE e sempre

 
A história de Taiguara Chalar da Silva começa a 9 de outubro de 1945, em Montevidéu, onde nasceu, e sua carreira musical no João Sebastião Bar, um dos pontos de encontro dos artistas na década de 60, situado pertinho do Mackenzie, onde estudava Direito. Por lá se encontrava com Chico Buarque, Claudete Soares, Geraldo Vandré, Airto Moreira e muitos outros que pontificavam na meca paulista da Bossa Nova.

Tendo como padrinhos artísticos Chico e Claudete foi convidado pela Philips para gravar. Seu primeiro LP,  foi produzido por Luiz Chaves, do Zimbo Trio. Nessa época, Taiguara participou de um show produzido pela dupla Mieli e Bôscoli, chamado Primeiro Tempo 5xO, com Claudete Soares e Jongo Trio.



O show fez muito ,muito sucesso e ficou três anos em cartaz no Rio de Janeiro.  Ali nasceu sua composição "Hoje", seu maior sucesso.




A fase gloriosa foi a dos festivais.

Taiguara conquistou o l ° lugar no festival Brasil Canta no Rio, com Modinha, de Sérgio Bittencourt (filho de Jacob do Bandolim), recebendo o prêmio de melhor intérprete.

Também foi 1° lugar no 1°. Festival Universitário da Música Brasileira, com Helena, Helena, Helena, de Alberto Land, em 1969.

No 2° Festival Universitário da Música Brasileira ficou em 2° lugar com Nada sei de eterno, de Silvio Silva Júnior e Aldir Blanc, bem como o prêmio de melhor intérprete.

Taiguara foi quatro vezes finalista do Festival Internacional da Canção, como compositor e intérprete, destacando-se com Chora, coração, de Vinícius e Baden Powell e com a lindíssima Universo do teu corpo, de sua autoria.

Essa música guarda uma história curiosa, pouco divulgada.

Taiguara desabafou na revista Fatos e Fotos, de 12 de novembro de 1970:
“Quando resolvi concorrer não podia imaginar que as pressões econômicas fossem tão grandes. Todo mundo achava que eu merecia o primeiro ou o segundo lugar, mas como gravo pela Odeon e não pela Philips (e o júri era composto pelo pessoal da Philips), me deram o oitavo lugar. Isso me deixou desesperado, mas ainda assim procurei me acalmar. Afinal, o público do Maracanãzinho estava do meu lado, me aplaudindo e vaiando o júri, que não teve a coragem de dar a colocação que eu merecia. Mas, o que me deixou doente mesmo foi eu ter sido convidado para a festa de encerramento, segunda-feira à noite no Teatro Municipal e na última hora ter sido cortado. Isso foi um dos maiores trambiques que sofri na vida..."
Taiguara tinha feito uma roupa especial para a festa:

“...Agora eu entendo tudo: não interessa à TV Globo que o público conheça minha música, porque não sou contratado dela e comecei na TV Tupi, num programa de Flávio Cavalcanti"

A década de 70 foi uma sucessão de prêmios, turnês, circuitos universitários e viagens internacionais. No auge de sua carreira começou a sentir os efeitos da censura: mais de 80 músicas vetadas pela Censura Federal!

Por não conseguir cantar, gravar nada, desistiu de cantar no Brasil, saiu do país e quando voltou ficou isolado e esquecido, embora compondo e fazendo shows. Morreu aos 50 anos de câncer.

Foi um guerrilheiro da palavra, como dizem, pois era incapaz de pegar numa arma. Suas armas sempre foram o som emocionado dos instrumentos -  o piano, o violão, o bandoneon... -  e, principalmente, as letras de suas músicas, verdadeiras poesias.