terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Agonia de Pierrot



Mais uma crônica carioca de todos os tempos.
Revista Fon-Fon - edição do Carnaval de 1936, há 80 anos.








segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Show de carioquice!!!

EXTRA! EXTRA! EXTRA!
CARNAVAL 2016!


Interrompemos os textos já programados para falar do show 
que foi o desfile da UNIÃO DA ILHA DO GOVERNADOR
nesse Carnaval de 2016!


Criatividade, fácil de entender sem aquelas fantasias complicadas, iguais todos os anos e que precisam de manual.

Um colorido poderoso, pertinente mostrando com a irreverência carioca, a "turma de Zeus" desembarcando no Rio num domingo de sol e conhecendo um povo  - SER CARIOCA É TIPO ASSIM, como diz a letra do sambacheio de bossa, cheio de ginga, sem vacilo, guiado pela sua pira olímpica natural, o sol. 

Cada ala reservou uma surpresa, tudo embalado pelo canto no gogó -  por toda a escola! -  puxado pela força do Ito Melodia e a maestria da baterilha sen-sa-ci-o-nal, com paradinhas eletrizantes, como no trecho que dizia...


FIRMA A BATIDA NA PALMA DA MÃO,
OS JOGOS VÃO COMEÇAR,
JÁ SOMOS TODOS IRMÃOS,
OS DEUSES QUEREM FICAR

E TODO MUNDO CAI NO SAMBA!

NA GINGA, NO BATUQUE E NO COMPASSO

ALÔ MEU RIO, AQUELE ABRAÇO...



A comissão de frente com a presença de tetraplégicos Guilherme Pinto / O Globo
A bela, precisa e emocionante Comissão de Frente


Cariocas e coisas cariocas muito bem retratadas com alegria...

o biscoito Globo, que virou biscoito Mundo

os surfistas  nas ondas

as dezenas de asas delta cercando o Cristo Redentor


camarão de jet ski,
o pessoal que se queima demais e vira camarão


skatistas passeavam nas cabeças

o pessoal do fitness



Concordo plenamente com o verso do samba que diz

MEDALHA DE OURO A NOSSA UNIÃO!


Já é! 








continue lendo, abaixo, sobre o 
CARNAVAL DE TODOS OS TEMPOS.



Uma decoração de Carnaval que marcou


Em 1966... há 50 anos




                                                   


MENINOS EU VI!






AMANHÃ TEM MAIS CARNAVAL DE TODOS OS TEMPOS.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

O grande sucesso do Carnaval de todos os tempos...

... se chama TRISTEZA.

Sucesso de autoria de Haroldo Lobo e Niltinho,
do Carnaval de 1966, há 50 anos,
 na voz de Ary Cordovil Nicanor de Paula Ribeiro Filho  que
completaria 93 anos, nesse ano de 2016.

Originalmente, Tristeza era uma composição de Niltinho, que pedira ajuda a Haroldo Lobo, para terminá-la. Haroldo refundiu o samba, montou a letra, mudou compassos e fez melhor harmonização. 

Estava pronta uma obra-prima que seria a coqueluche do carnaval de 1966.

Haroldo Lobo faleceu em 1965 e nas ruas e nos salões, o samba tocou exaustivamente. 

Só deu... TRISTEZA POR FAVOR VAI EMBORA...

PRA CURTIR E OUVIR!





AMANHÃ TEM MAIS CARNAVAL DE TODOS OS TEMPOS.


sábado, 6 de fevereiro de 2016

Os Clóvis no Carnaval carioca


 Patrimônio Cultural Carioca 
os Grupos de Foliões Carnavalescos
denominados "Clovis ou "Bate-bolas".

Decreto n° 35134 de 16 de fevereiro de 2012


Coloridos, barulhentos, muitos.Controversos,  assustadores.
Tradição, subúrbio, alegria
Clóvis, bate-bolas.




A saída dos grupos é anunciada com fogos




Estudos diziam que eles teriam surgido após 1930. Outros que teriam relação com a figura do palhaço da Folia de Reis.

Vale ler  a crônica " O Clóvis" , assinada por Jachinto, publicada na revista Fon-Fon, número 6 ( pág 58), garimpada pelo RIO QUE MORA NO MAR, que evidencia  a presença desse personagem em 1928, e já usando clown como sinônimo de clóvis.

Assim, mais uma crônica carioca de todos os tempos.


" E o clóvis venceu. 
Venceu porque João é brasileiro
e nasceu no Rio de Janeiro." 


Clique no título e no rodapé para ampliar e ler as duas partes da página.


AMANHÃ TEM MAIS CARNAVAL DE TODOS OS TEMPOS.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Praça Onze


Mais uma crônica carioca de todos os tempos

"Praça Onze   
ANÍBAL MACHADO

A praça transbordava. 
Dos afluentes que vinham enchê-la, eram os do Norte da cidde
e os que vinham dos morros que traziam maior caudal de gente.  
O céu abaixo absorvia as vozes dos cantos e o som em fusão da centena de pandeiros,
de cuícas gemendo e de tamborins metralhando. 
 O negro indiferenten à alegria dos outros, estava com o coração batendo, à espera.
Só depois que Rosinha chegasse, começaria o carnaval.  
O grito dos clarins lhe produz um estremecimento nos músculos e um estado de nostalgia vaga, de heroismo sem aplicação. 
 Ó Praça Onze, ardente e tenebrosa, haverá ponto do Brasil em que, por esata noite, sem fim, haja mais vida explodindo, mais movimento e tumulto humano, do que esse aquário reboante e multicor em que as casas, as pontes, as árvores, os postes parecem tremer
e dançar em conivência com as criaturas e a convite de um Deus obscuro
que convocou a todos pela voz desse clarim de fim do mundo?"